terça-feira, 31 de março de 2009

Mark Millar diz que trocou seu filme de Superman por projeto secreto!


O roteirista de quadrinhos Mark Millar, autor de Supremos, Wanted, Guerra Civil e Kick Ass, segue falando do seu plano de escrever o próximo filme (ou filmes) de Superman. Em seu site, comentou que a demora fez com que ele e seu "diretor secreto" optassem por outro projeto no momento.

"A Warner conversou conosco e com outras duas duplas de roteiristas e diretores, mas as coisas parecem estáticas no momento. Pelo que entendo, nada vai acontecer com Superman agora, então eu e o diretor estamos trabalhando em outro projeto. Kick-Ass me ensinou que criar seu próprio material pode ser tão divertido quanto [escrever heróis consagrados] e ainda não preciso prestar contas a ninguém. Se Superman rolar, ótimo. Se não rolar, paciência", escreveu Millar.

Com esse outro projeto, quem sabe agora Millar resolve contar quem é o misterioso diretor "de ponta", diz ele, que o procurou para tentar vender uma revitalização do Homem de Aço nas telas. "Quando esse outro projeto for anunciado, vamos falar um pouco de Superman. Penso que as coisas saíram como deviam. Criei uma coisa nova (que não tem nada de super-heróis) para esse diretor e vamos ter controle total sobre isso. Amo Batman e Superman, mas o mundo precisa de novos personagens", completou.

Millar disse ainda que a produção desse projeto substituto começa em junho. O fato é que não se trata de War Heroes, outra de suas HQs a caminho do cinema, que caminha separadamente na Sony Pictures.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Escalado o vilão que enfrentará Brandon Routh em "Dead of Night"!


Dead of Night, adaptação para o cinema das histórias em quadrinhos italianas de Dylan Dog, contratou o seu vilão principal. Taye Diggs, ator mais conhecido por seus trabalhos na TV, como em Ally McBeal, Will & Grace e Private Practice, será o chefão dos vampiros.

Além de Diggs, mais um nome foi revelado. Anita Briem, a guia islandesa de Viagem ao Centro da Terra - O Filme, será o interesse romântico de Dylan Dog.

Roteirizado por Joshua Oppenheimer e Tom Donnelly (Sahara), o filme segue o detetive sobrenatural Dylan Dog (Brandon Routh), acompanhado de seu assistente Marcus (Sam Huntington), voltando de um afastamento para ajudar uma mulher cujo pai foi morto por uma misteriosa criatura.

Kevin Munroe (Tartarugas Ninja) dirige. As filmagens de Dead of Night acontecem atualmente em Nova Orleans.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Site diz que Warner não quer mais saber de censura alta em filmes de super-herói


Agora que Lanterna Verde em breve sairá do papel, a Warner Bros. começa a botar em prática seu planejamento para os próximos filmes de super-heróis da DC. O site IESB publicou um texto interessante sobre o assunto: o estúdio não quer que esses filmes peguem censura R (menores de 17, só acompanhados de adultos) nos EUA.

Pelo visto a arrecadação minguada de 55 milhões de dólares de Watchmen - que conscientemente pegou censura R - foi traumática para a WB, ainda mais porque Batman - O Cavaleiro das Trevas fez mais de 1 bilhão sendo PG-13 (apta a maiores de 13 anos), mesma classificação de Homem de Ferro.

As fontes do site dizem que os próximos filmes de super-heróis da casa devem pegar, todos, PG-13. Isso inclui Green Lantern e Wonder Woman, os mais imediatos, mas deixa de fora Jonah Hex, que será R (e que a WB não considera, ademais, um filme de super-herói). O estúdio estende essa política a Exterminador do Futuro: A Salvação, apesar de o diretor McG bater o pé pela censura R e pela nudez controversa de Moon Bloodgood.

Isso não significa, frisa o IESB, que esses filmes terão o apelo-família de um Quarteto Fantástico. O próprio filme de Batman serve de modelo: Christopher Nolan eliminou qualquer vestígio de sangue do violento filme e conseguiu um PG-13 da Motion Pictures Association of America (MPAA). Lápis no crânio pode.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Boatos sobre Chris Pine em Lanterna Verde podem ter sido precipitados!


Há alguns dias a internet fervilhou com a informação de que o Lanterna Verde no cinema pode ser Chris Pine, o Capitão Kirk da nova série de Star Trek.

O site Omelete, porém, está em Los Angeles, onde se encontrou com Steve Weintraub, seu correspondente na cidade e editor do site parceiro Collider.com, que garante: a Warner Bros não ofereceu o papel a ele. Conhecemos a fonte de Steve - e podemos garantir que é quentíssima, já que deu aos nossos sites ótimas informações no passado, já confirmadas. A não ser que essa fonte esteja tentando controlar os boatos vazados da história, o que parece improvável, Pine não deve usar o anel esmeralda nas telonas - em tempo, muito menos Anton Yeltchin.

Em outra notícia relacionada, nos últimos dias ouvimos dizer em Los Angeles que a Warner, descontente com o resultado de Watchmen nas bilheterias, a partir de agora tentará colocar astros em todos os seus filmes de super-heróis, já que acredita que o filme de Zack Snyder poderia ter sido melhor em arrecadação se rostos mais conhecidos estivessem nos cartazes. Será? (Já me deu até medo!!!)

Saberemos em breve, já que com Martin Campbell (Cassino Royale) preparando-se para dirigir Lanterna Verde a partir de setembro na Austrália, a escalação de elenco não deve demorar para ser anunciada. Na Comic-Con em julho, talvez? Estaremos de olho para contar para você.

O roteiro é de Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Michael Green. O filme estreia em 17 de dezembro de 2010.

Diretor Fala Sobre "Sin City 2"


Há meses, anos até, ouvimos dizer que o roteiro e o elenco de Sin City 2 estão prontos, esperando para o começo das filmagens. Durante o festival SXSW, o diretor Robert Rodriguez finalmente foi franco - disse que o filme pode não acontecer de imediato.

"Eu sempre digo que Sin City 2 está na próxima esquina porque é o que as pessoas querem ouvir, e eu gosto de agradar as pessoas. Mas talvez seja ainda uma longa caminhada", disse ao site CinemaBlend.

terça-feira, 24 de março de 2009

''Superman/Batman: Inimigos Públicos'' pode ser o próximo longa animado da DC


A Warner Bros. e a DC Comics continuam produzindo longas animados de super-heróis direto para DVD e Blu-Ray. Depois de Mulher-Maravilha e Lanterna Verde, o próximo será Superman/Batman: Public Enemies, e o roteirista Jeph Loeb falou ao CBR sobre o filme.

Loeb é, ao lado do desenhista Ed McGuiness, o escritor da série em quadrinhos Superman/Batman, cujo primeiro arco é o que está virando longa-metragem. Segundo ele, a Warner havia pedido que Loeb adaptasse o roteiro, "mas eu estava em Heroes e minha agenda estava cheia demais", diz.

"Então no fim não tive relação com a adaptação, mas sou um grande fã de Bruce Timm [produtor-executivo do longa] e sei que ele vai fazer algo melhor que o gibi. Sei que eles procuraram Ed para que ele fizesse alguns designs, mas ele está abarrotado de coisas também. Não sei se eles vão se manter fiéis à história, mas parece que sim", completa.

Para terminar, Loeb, que já foi roteirista de séries de TV como Smallville, Lost e Heroes, diz que seu próximo trabalho na televisão acontecerá "mais cedo do que você imagina", sem dar detalhes.

No arco "Public Enemies", o presidente dos EUA, Lex Luthor, usa a descoberta de um asteróide de kryptonita em rota de colisão com a Terra para culpar o Superman e coloca um prêmio de 1 bilhão de dólares pelas cabeças do Homem de Aço e seu "parceiro no crime" Batman. Super-heróis e vilões iniciam então uma implacável caçada à dupla, que precisa trabalhar - com o auxílio de aliados - para escapar de seus perseguidores, impedir o asteróide e desvendar o plano de Luthor para comandar muito mais que os Estados Unidos...

A história foi publicada aqui na revista Superman & Batman, edições 1 a 6, e também ganhou encadernado pela Panini Comics.

Surgem novos boatos sobre próximos ''Quarteto Fantástico'' e ''Demolidor''


Um informante do site Aint it Cool garante que as recentes notícias sobre a 20th Century Fox estar pensando em retomar as franquias Demolidor e Quarteto Fantástico sob uma nova ótica estão corretíssimas. Aparentemente, o estúdio está preocupado em perder esses super-heróis, já que se não produzir novos filmes com eles nos próximos anos os direitos de adaptação reverterão à Marvel (que deve estar querendo muito que isso aconteça, para engrossar seu panteão nas telonas).

Em outubro, Tom Rothman, um dos chefões da Fox, disse que a empresa estava considerando seriamente retomar o Demolidor, já que "mesmo que você tenha errado no passado, se fizer as coisas direito, com as pessoas certas, pode ter um reinício". Já no caso de Quarteto, o reinício implicaria reescalar o elenco e a equipe criativa, visando um tom menos infantil, mais próximo do modelo Homem de Ferro: ação adulta com doses de humor.

O problema, segundo o linguarudo do site, é que circula pelos corredores da Fox uma falação a respeito de Rothman... ninguém acredita que ele conseguirá acertar se continuar se envolvendo tanto nos filmes.

Enquanto isso...o britânico Andy Diggle, responsável pelas HQs Arqueiro Verde: Ano Um e The Losers (que está a caminho do cinema), pode ser o novo escritor da revista mensal do Demolidor nos EUA. Ele substituiria Ed Brubaker, que escreve as aventuras do homem sem medo desde 2006.

segunda-feira, 23 de março de 2009

E o Lanterna Verde no cinema pode ser... Capitão Kirk?


Green Lantern, o filme do Lanterna Verde da DC Comics, começa a ser rodado em setembro na Austrália. Para não perder o costume, o IESB soltou mais uma rodada de especulações sobre o elenco.

O site contatou suas fontes nos corredores da Warner Bros. e descobriu que, de uma lista pequena de finalistas ao papel de Hal Jordan, o favorito é ninguém menos que o astro de Star Trek. Se Christian Bale é Bruce Wayne e John Connor ao mesmo tempo, por que Chris Pine não poderia ser o Capitão Kirk e Lanterna Verde simultaneamente, não é verdade?

Assim que soube do furo do IESB, o Latino Review publicou no Twitter a confirmação da informação com suas fontes. Na verdade, o negócio está mais avançado: a WB até já teria feito a oferta a Pine, que resta aceitar ou recusar. O consenso geral é de que o estúdio está atrás de um ator com menos de 30 anos para viver o herói - nem muito jovem, nem velho a ponto de afetar continuações nos anos futuros.

Na história do filme, cada setor do espaço é protegido por um Lanterna Verde, dotado de um anel que emprega uma poderosa energia verde para criar qualquer coisa que esteja dentro dos limites da imaginação e força de vontade de seu mestre. Quando o Lanterna Verde escalado para defender o nosso setor percebe que está morrendo na Terra, ele envia seu anel para encontrar um sucessor digno - e encontra o piloto de testes Hal Jordan.

Martin Campbell (Cassino Royale e A Máscara do Zorro) dirige o filme a partir do roteiro de Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Michael Green. O filme estreia em 17 de dezembro de 2010.

Sam Raimi Conta que Está Escolhendo Vilões Para "Homem-Aranha 4"


Durante o festival SXSW, o site IGN conversou com o diretor Sam Raimi - que estava lá promovendo seu novo filme, Drag me to Hell - sobre os preparativos para Homem-Aranha 4.

"No momento estou trabalhando com o time de produtores. Estamos no estágio inicial ao lado do roteirista, tentando achar uma história e escolher o vilão ou os vilões", adiantou, sem revelar potenciais personagens.

Raimi só tem certeza de que quer Mary Jane de volta. "Espero que Kirsten [Dunst] esteja no filme, ainda estamos negociando. Não seria um filme de Homem-Aranha sem ela."

As filmagens do longa começarão em 2010. Homem-Aranha 4 estreia em maio de 2011. David Lindsay-Abaire está atualmente escrevendo o filme para a Columbia Pictures.

Editor da Marvel Elogia Roteiro de "Homem de Ferro 2"


O roteiro de Homem de Ferro 2 está pronto e os ensaios começaram nesta terça-feiras. As informações vêm de duas fontes diferentes. A primeira: em seu perfil no Twitter, o editor-chefe da Marvel Comics, Joe Quesada, disse que o script do filme é "brilhante".

Por sua vez, o diretor do filme, Jon Favreau, soltou também no microblog a notícia sobre os ensaios. As filmagens, diz ele, começam em três semanas.

Enquanto isso, Mickey Rourke, que viverá um vilão russo no filme, aproveitou que estava na Rússia divulgando O Lutador e já ficou por lá. Segundo o IESB, o ator está fazendo pesquisa para o personagem dentro de uma prisão - e o site mostrou uma foto. Veja.

A continuação, com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Sam Rockwell,
Don Cheadle, Rourke
e Scarlett Johansson, tem estreia prevista para 7 de maio de 2010.

sábado, 21 de março de 2009

{Resenha} The Spirit - O Filme


(Resenha feita por Marcelo Forlani - OMELETE)

The Spirit
EUA, 2008 - 103 min
Ação
Direção:Frank Miller
Roteiro:Frank Miller
Elenco:Gabriel Macht, Eva Mendes, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson


É triste o que vou dizer agora, mas como cineasta Frank Miller foi um dia um ótimo quadrinista. Desde que foi infectado pelo vírus hollywoodiano, ao co-dirigir "Sin City" com Robert Rodriguez, Miller mudou seu estilo, passou a usar chapéu e está uma caricatura do que foi um dia. Durante a última Comic-Con, eu o acompanhei em alguns painéis, e ele ficava fazendo caretas, fingia que não estava prestando atenção, enfim, criou um personagem com uma postura blasé quase insuportável.

Vale notar que essa é a segunda tentativa dele pela terra do cinema. Nos anos 90, ele escreveu os roteiros de Robocop 2 (1990) e 3 (1993), que ele jura de pé junto não têm nada a ver com o que foi filmado. Parecia que agora ia ser diferente. Ele tratou de esquecer o trauma (e a bronca) do passado e aproveitou a onda atual de adaptações dos quadrinhos para se lançar como criativo nessa mídia que não é a que o transformou em astro nos anos 70 e 80.

Depois que foi convidado a dirigir o projeto, Miller tentou imaginar como Will Eisner, o criador do Spirit, seu amigo e mestre, adaptaria a obra dos quadrinhos para as telas. Eisner, que foi um dos grandes estudiosos da Nona Arte, buscava sempre saídas inovadoras do ponto de vista artístico e narrativo. The Spirit - O Filme (2008) tenta ser inovador no seu visual, aproveitando que o cinema digital de hoje em dia permite uma liberdade praticamente absoluta na hora de criar algo.

Porém, liberdade sem disciplina é perigoso demais. E o Miller artista ganhou a disputa contra o Miller contador de histórias. Se tem um cenário virtual lindo e uma paleta de cores acinzentada que só realça as cores em momentos chave, toda essa fuga da realidade levou o filme para um lugar que não tem mais lógica e até soa virtual demais. É impossível não notar que há algo errado na cena em que Sand Saref (Eva Mendes mais voluptuosa do que nunca) mergulha em um lugar em que estava com água na altura da canela. E vê-la nadando, o que seria o sonho (molhado, claro) de muito marmanjo, mostra-se muito menos sexy do que poderia porque a cena foi filmada visivelmente fora da água.

Nesse momento do filme, o vilão Octopus (Samuel L. Jackson) e Sand disputam dois baús, cada um com um tesouro específico. Octopus está atrás do vaso com o sangue de Héracles. Enquanto a gatuna em roupas coladas quer o tesouro dos Argonautas. Para o filme não ficar com apenas 20 minutos de duração, cada um fica com o baú que o outro queria. Por meio de flashbacks descobrimos que Sand foi namoradinha de Denny Colt, o policial novato que acabou morto e se tornou Spirit (Gabriel Macht), o defensor de Central City. A trama vai se desenvolver até que todos os personagens tenham seus destinos cruzados - como manda a fórmula.

Junte à histriônica história momentos desnecessariamente violentos, merchandising mal feito, atuações caricatas e um sem-número de frases de efeito e você terá uma ideia do que é The Spirit - O Filme. Nem as lindas mulheres (Miller caprichou nas femme-fatales, escalando além de Eva Mendes, Scarlett Johansson, Jaime King e Paz Vega), a presença de Dan Lauria (o pai do Kevin Arnold) e o mais-que-exagerado Samuel L. Jackson conseguem salvar o filme de um fracasso anunciado - e cumprido. E digo isso com muito pesar, pois queria muito ter gostado do resultado final. A dúvida agora é: será que Hollywood vai dar a terceira chance ao Frank Miller?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Natalie Portman é a mais nova cotada para integrar elenco de ''Thor''


Enquanto isso...a blogueira Nikki Finke, do Deadline Hollywood Daily, já provou ter bons contatos dentro do Marvel Studios. Então dá pra levar a sério as informações que ela publicou nesta segunda-feira sobre a possível escalação do elenco de Thor.

O blog confirma que Alexander Skarsgård (Generation Kill, True Blood) e Josh Hartnett (30 Dias de Noite) fizeram testes para o elenco, e adiciona mais alguns nomes, não necessariamente para o papel principal: Charlie Hunnam (britânico conhecido pela série de TV Sons of Anarchy), Tom Hiddleston (outro britânico, que viveu Churchill no especial da HBO The Gathering Storm), Liam Hemsworth (que segundo o blog logo depois foi convidado para Os Mercenários) e Joel Kinnaman (estadunidense de ascendência sueca, como Skarsgård).

O mais interessante, porém, está no lado oposto no elenco: Natalie Portman (Star Wars)é a preferida da Marvel para ficar com o principal papel feminino. O blog não sabe dizer o nome, mas algumas opções seriam Jane Foster (a enfermeira do frágil Donald Blake, o mortal que se torna o Deus do Trovão), Amora (vilanesca feiticeira apaixonada por Thor) ou Sif (amor de Thor, guerreira e deusa asgardiana nos quadrinhos, esposa de Thor na mitologia nórdica).

Skarsgård lidera as apostas para viver Thor e Hartnett para ser seu irmão e oponente, Loki. A Marvel ainda não anunciou oficialmente o elenco, que estará à disposição do diretor Kenneth Branagh.

A recém-anunciada data de estreia de Transformers 3, no começo de julho, provocou uma mudança no lançamento. Para acomodar melhor esses dois filmes na sua agenda, a Paramount (que distribui a produção do Marvel Studios) decidiu adiantar para 20 de maio de 2011 o filme de Thor.

Agora, Surge Candidato a Odin em "Thor"


Na semana passada, Kenneth Branagh ganhou um ano a mais para cuidar do filme do Poderoso Thor.

Mesmo assim, se a Marvel Studios quiser que o longa-metragem - que exigirá muitos efeitos especiais - fique pronto em 17 de junho de 2011, é bom que as filmagens comecem logo e, para tanto, o elenco precisa sair em breve.

Há boatos que Alexander Skarsgård (True Blood) viverá o Deus do Trovão e que Josh Hartnett (30 Dias de Noite) interpretará o irmão do loirão, Loki. Mas quem poderia ser o pai de Thor, o poderoso Odin? Circula na Internet que se Skarsgård ficar mesmo com o papel principal, seu pai, Stellan Skarsgård (Exorcista: O Início, Piratas do Caribe: O Baú da Morte), pode ser o progenitor de Thor - ainda que sua presença no roteiro se resuma a uma ponta. A ideia é ótima... pai e filho são bons atores e nasceram na Suécia, o que deve agradar aos nórdicos, já que as aventuras de Thor se baseiam na mitologia daquela região.

Fique de olho no Blog para mais novidades.

Surge um nome para viver o vilão do filme de Thor


Há alguns dias, o site Latino Review soltou o nome de um possível candidato a viver o Poderoso Thor no cinema, Alexander Skarsgård. Hoje é a vez do IESB especular sobre o vilão do filme, irmão de Thor, Loki.

O site antes de mais nada reitera a informação do LR, de que o diretor Kenneth Branagh tem em Skarsgård seu preferido para protagonizar Thor. Em seguida, diz que, para interpretar Loki, Branagh tem numa lista de poucos nomes um galã hollywoodiano: Josh Hartnett. O ator de 30 Dias de Noite ambiciona repetir a repercussão que Heath Ledger conseguiu com outro vilão dos quadrinhos, o Coringa, e é um dos supostos finalistas para viver o invejoso chifrudo de Asgard.

No Twitter, um dos colaboradores do Latino Review ratifica a informação e diz que Branagh realmente já se reuniu com Hartnett. Obviamente, isso não significa que o papel esteja fechado.

A estreia do filme acontece em 16 de julho de 2010.

Surge novo candidato ao papel de Thor no cinema


A Marvel pode estar perto de anunciar um protagonista para Thor. Segundo o Latino Review, o diretor do filme, Kenneth Branagh, foi visto em Los Angeles jantando com um grupo de pessoas, e entre elas estava o filho do ator sueco Stellan Skarsgård, Alexander Skarsgård.

Poderia ser apenas uma coincidência. Acontece que o site diz estar ouvindo pela cidade que Skarsgård - que atualmente interpreta o vampiro Eric em True Blood - realmente é um candidato ao papel.

Assim que terminei de assistir à minissérie da HBO Generation Kill, imaginei que o ator daria um ótimo Capitão América. Tem um rosto particular, meio aristocrático, meio gélido, feições econômicas, como as do pai, inglês fluente - e sabe atuar. Caberia bem no papel do Deus do Trovão.

Nada disso está confirmado, porém. A estreia do filme acontece em 16 de julho de 2010.

(Por Marcelo Hessel - OMELETE)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Jon Favreau Interessado em Filme dos Vingadores


Um informante do site Aint-it-Cool informou alguns detalhes do acordo que atrasou em um ano o filme dos Vingadores no Marvel Studios e Paramount. Ainda que as informações não possam ser confirmadas oficialmente, fazem enorme sentido dentro do pouco que se sabe sobre o projeto - a começar do interesse declarado do diretor Jon Favreau.

Aparentemente, o filme foi adiado por dois motivos: o primeiro é financiamento. O segundo é a disponibilidade de Favreau, que permanecerá envolvido com Homem de Ferro 2 até meados do próximo ano. Ele tem enorme interesse em realizar o encontro da superequipe nas telonas e teria aceitado dirigir Homem de Ferro 2 dentro do prazo apertado que a Marvel exigiu para ficar livre e escolher se quer ou não dirigir Vingadores. Um ano extra dá o tempo certo, dois anos, para que ele possa assumir a adaptação depois da segunda aventura de Tony Stark.

Homem de Ferro 2 estreia em 7 de maio de 2010 (os ensaios de elenco começam nos próximos dias!) The Avengers está previsto para 4 de maio de 2012.

Tintim pode não ter trilogia nos cinemas!


O jornal especializado em cinema Variety deu recentemente notícias sobre a produção do primeiro filme de Tintim, baseado nas histórias do quadrinista franco-belga Hergé.

O noticiário, que quase nunca erra quando o assunto é Hollywood, chegou a afirmar que, embora sempre tenha sido dito que Tintim teria uma trilogia, o roteiro do segundo filme não está pronto, e a produção não tem o OK da Paramount e da Sony para acontecer.

Além disso, disse que embora Steven Spielberg será creditado como único diretor da primeira produção, chamada Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn (baseado em As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne), ele só ficou no estúdio com os atores 32 dias, enquanto Peter Jackson, o outro diretor da produção (que assumiria o segundo filme), ficará enclausurado em sua produtora por 18 meses cuidando dos efeitos especiais e caracterizações da película.

A matéria da Variety é, acima de tudo, especulativa, mas ressalta uma questão importante: quem realmente é o responsável por Tintim: Spielberg, que passou 32 dias cuidando do filme, ou Jackson, que terá 18 meses pela frente antes do lançamento da produção? Nem os estúdios, muito menos os diretores, se manifestaram sobre o assunto.

O ator Jamie Bell (King Kong), interpreta Tintim, o intrépido jovem repórter, e Daniel Craig (007: Quantum of Solace) é o nefasto vilão Red Rackham em The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn. O restante do elenco ainda inclui Andy Serkis, Simon Pegg, Nick Frost, Gad Elmaleh, Toby Jones e Mackenzie Crook. O roteiro é de Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish, com a produção executiva de Nick Rodwell, Stephane Sperry e Ken Kamins.

A trilogia de filmes de Tintim é uma parceria entre Steven Spielberg e Peter Jackson. Spielberg dirige o primeiro filme, previsto para 2011. Jackson dirigirá o segundo, e o responsável pelo terceiro ainda será anunciado.

Tintim foi criado pelo belga Hergé em 1929, se tornando um dos maiores clássicos dos quadrinhos no mundo todo, traduzido para vários idiomas. Tintim, um jovem jornalista, sempre acompanhado pelo seu fiel e esperto cachorro Milu, envolve-se em várias aventuras, geralmente investigando algum crime ou conspiração. No Brasil, os álbuns do personagem atualmente são publicados pela Companhia das Letras.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Fox quer reiniciar Quarteto Fantástico no cinema?


O segundo filme do Quarteto Fantástico não fez feio nas bilheterias, mas também não é muito querido pelo fãs dos quadrinhos da Marvel. O que aconteceria se a 20th Century Fox decidisse recomeçar a franquia do zero?

Segundo o IESB, o estúdio começa a cogitar essa possibilidade - como já estuda fazer com Demolidor e com Planeta dos Macacos. O reinício implicaria reescalar o elenco e a equipe criativa, visando um tom menos infantil, mais próximo do modelo Homem de Ferro: ação adulta com doses de humor.

Evidentemente, entre a especulação e um projeto de fato há uma distância considerável...Fique ligado para mais notícias!

Terminam as filmagens de "The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn"


Parece que foi ontem, mas as filmagens de The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn, o primeiro longa da prometida trilogia de Tintim, já estão chegando ao fim.

Depois de 32 dias de trabalho, o diretor Steven Spielberg encerra o processo de captura de movimentos - em um estúdio fechado, o elenco atuou diante de um fundo falso - e agora entrega o material nas mãos de Peter Jackson, que passará 18 meses criando os cenários e os personagens digitais da aventura.

A produtora Kathleen Kennedy diz à Variety que o visual preliminar do filme já é arrebatador, mas que fica difícil explicar a tecnologia da produção para quem não a acompanha de perto. O mais curioso disso tudo é a forma como Spielberg e Jackson dividiram funções: na sua companhia neozelandesa de efeitos, a Weta, Jackson será responsável por toda a pós-produção do filme, enquanto Spielberg apenas supervisiona o processo.

O primeiro filme baseado na criação do quadrinista belga Hergé tem produção da Paramount e da Sony Pictures.

terça-feira, 17 de março de 2009

[Watchmen] Diretor, Produtor, Roteiristas e Ilustrador Discutem o Final



ATENÇÃO: O artigo a seguir detalha e comenta o final de Watchmen - O Filme e também o da graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons. Leia somente se você já leu a história em quadrinhos e assistiu ao filme.

(o)

Watchmen - O Filme é um projeto polêmico. Ousou adaptar a graphic novel, considerada durante duas décadas inadaptável. Mais do que isso, mudou o final da história, um dos mais memoráveis desfechos de todos os tempos, seja nos quadrinhos, no cinema ou na literatura. Afinal, antes de Watchmen, o consenso da vilania era explicar todos os seus planos aos heróis antes de executá-los, em estúpidos arroubos verborrágicos de megalomania. Adrian Veidt, o Ozymandias mudou tudo com a frase "você realmente acredita que eu explicaria meu plano mestre se houvesse a menor possibilidade de você afetar o desfecho? Eu o realizei 35 minutos atrás".

E que plano é esse? Nos quadrinhos, Adrian Veidt recruta uma equipe de filósofos, poetas, paranormais, artistas, biólogos e cientistas para criar através de engenharia genética um monstro colossal - carinhosamente apelidado de "lula" pelos fãs -, que é teleportado ao coração de Nova York. O stress do teleporte gera uma poderosa onda de choque psíquica na criatura, que dizima metade da cidade. O resultado do ataque, que fica parecendo de origem extraterrestre ou extradimensional, é a união dos povos antagonistas da Terra contra um novo inimigo em comum. Ao sacrificar milhões, Veidt salva bilhões ao alcançar a paz mundial.

No cinema, os roteiristas David Hayter, Alex Tse e o diretor Zack Snyder mudaram o final. A lula deu lugar a uma bomba que emula os poderes quase divinos do Dr. Manhattan. Inadvertidamente, o próprio herói, manipulado por Ozymandias a acreditar que estava desenvolvendo uma fonte de energia limpa e renovável, ajudou a criar a tal bomba, que é teleportada ao coração de Nova York, dizimando metade da cidade. O resultado do ataque, que parece deflagrado por um vingativo Dr. Manhattan, é a união dos povos antagonistas da Terra contra um novo inimigo em comum. Ao sacrificar milhões, Veidt salva bilhões ao alcançar a paz mundial.

Conversamos com todos os envolvidos sobre as mudanças, buscando entender as razões da alteração, que inclusive contou com a ajuda do ilustrador da HQ Dave Gibbons, como ele nos contou em entrevista. "Eu fiz o storyboard dela. Zack queria ver como eu teria desenhado aquela sequência se ela tivesse sido publicada. Então eu fiz alguns cenários e quadros como referência, umas três páginas, como Laurie e Manhattan chegando a Nova York devastada. Gostei bastante de fazê-lo e o resultado no filme ficou muito parecido com o que desenhei". Para Gibbons, a alteração funciona muito bem dentro das necessidades do filme. "As opções de David Hayter transformaram o filme em um todo orgânico e não em uma mera substituição para a criatura extradimensional", diz. "Gostei muito".

Já Zack Snyder lamenta a ausência da lula, mas acredita que removê-la foi um mal necessário. "Eu sou um fã da lula. Eu gosto mesmo. É bacana demais. Mas para introduzi-la teríamos que mostrar muitas tramas paralelas, o que levaria pelo menos 20 minutos, tempo que seria cortado do desenvolvimento de personagens ou outros elementos mais importantes. Então fizemos as alterações, mas ao mesmo tempo muito preocupados com a integridade da mensagem final", conta o diretor.

Para Snyder, já que a ausência da lula era inevitável, tornar o Dr. Manhattan o instrumento da destruição foi uma solução elegante. "Permanece a ideia do inimigo em comum das duas superpotências que estão na iminência de uma guerra nuclear que acabará com o planeta. E esse inimigo sendo Deus me pareceu uma ideia boa demais pra ignorar. 'Deus nos traiu', adoro isso. E também dá um encerramento tão bom para a história do Dr. Manhattan... ele é meu personagem favorito, então minha tendência foi me preocupar um pouco além do que deveria com ele", confessa.

"Em segundo lugar, o mundo de Watchmen é tão envolvente porque é próximo demais do nosso", acredita o roteirista David Hayter. "Há apenas um elemento de magia nele, que é a existência do Dr. Manhattan. Ele é quase onipotente, o que é um elemento central da história. O problema é que, no final da HQ, você é apresentado a um novo elemento mágico, que é a lula interdimensional. Esse elemento requer, mesmo na graphic novel, um enorme esforço de criação: o sequestro do autor de quadrinhos, as pessoas na ilha... ele exige uma enorme trama paralela que contém informação demais para ser absorvida em um filme. Então meu objetivo foi tentar achar uma saída para honrar todos os critérios do final, o mesmo efeito do final da HQ, mas usar elementos que já tinham sido devidamente apresentados previamente", conta sobre o processo.

A produtora Deborah Snyder partilha da opinião da equipe. "O que é o final? O final é a lula ou o final é Adrian Veidt matando milhões para salvar bilhões e o debate se isso é certo ou errado? Para nós, a segunda opção era mais importante - e ela não necessariamente precisa da lula para funcionar", acredita Deborah.

"O resultado do evento que acontece ao final é idêntico ao da graphic novel", garante o roteirista Alex Tse. "Só muda o mecanismo. Veja: Nos dois casos a catástrofe é causada - presumidamente - por uma terceira força, algo assustador e muito poderoso. E a decorrência imediata do ataque é a mesma, a união dos povos do mundo contra essa força", explica.

"Os fãs me malharam meses antes da estreia por mudar o final sem ter visto o que fiz - e não se ligaram que eu fiz o filme , mais do que qualquer outro filme na história foi feito, para eles", continua Snyder. "Eu não mudei o final. Mudei apenas o mecanismo como o final acontece. E posso garantir que a verdadeira luta não foi se deveria haver ou não a lula, mas se Adrian viveria ou não. Essa foi a briga com o estúdio. Eles não achavam que o cara que acabou de matar milhões deveria sair vivo", revelou o diretor. "Ele mudou o mundo, talvez para a melhor, talvez não - e esse é o grande dilema de Watchmen. O estúdio demorou muito pra entender isso, me pediu moralidade melhor definida, ao que eu respondia 'esse é o livro que vocês querem adaptar'. Ele incita o debate", defende-se o diretor.

Produtor da adaptação há uma década, Lloyd Levin respira aliviado ao pensar no que esse final poderia ter sido. "Nesses 20 anos, muitas ideias de finais diferentes foram apresentadas. Alguns tinham viagens no tempo - com Ozymandias impedindo o surgimento do Dr. Manhattan -, outros eram exclusivamente sobre o mistério de quem é o assassino e outros tinham Adrian sendo morto... o que seria ridículo. Tudo o que queremos com o final é a discussão se Adrian estava certo ou errado e matá-lo colocaria um fim nisso", diz.

A substituição da lula pela bomba também exigiu a criação da colaboração entre o Dr. Manhattan e Ozymandias, algo que David Hayter lembra ter apenas desenvolvido. "Quem teve a idea foi Paul Greengrass, que estava no projeto antes de Zack Snyder. Foi ele que parou pra pensar em como a entidade mais poderosa e o homem mais inteligente do planeta deveriam colaborar buscando a solução para o maior problema da humanidade: a criação de uma fonte de energia renovável". A idéia foi incorporada ao novo final, honrando o personagem vivido por Matthew Goode, que era o homem mais poderoso do mundo até o surgimento do Dr. Manhattan, e volta a sê-lo ao usar essa poderosa criatura sobrehumana. "Essa ideia vai ao encontro de uma característica principal do personagem, que é o grande ego, seu desejo narcisístico de ficar acima de todos", explica.

Para Hayter, há ainda outro aspecto crucial na mudança do final, da lula para uma bomba tão poderosa que desintegra a cidade. "O 11 de Setembro aconteceu um dia depois de eu ter assinado o contrato para escrever o filme. Então senti que havia uma diferença enorme entre ver a Times Square devastada com corpos mutilados em 1985 e ver a mesma cena, com atores reais, em um filme, em 2000 e pouco. Espero que algumas pessoas que ainda estão céticas em relação a isso vão ver o filme e possa dizer 'ficou bastante costurado na história e fiel à proposta do final do livro'. Mas eu sei que os puristas jamais aceitarão a ausência da lula. O final que temos funciona de maneira mais amigavel para a história que adaptamos ao cinema. Mas tudo bem, há uma discussão saudável aí... estou muito feliz com o final do filme. Não é vendido de maneira alguma para uma ideia fácil, é apenas mais amarrado com a história que já estávamos desenvolvendo. Ao fazer isso, espero estar honrando o próprio Alan Moore. Também é bom deixar claro que nunca, mas nunca, foi minha intenção mudar o final simplesmente por mudar", conclui, cuidadoso, o roteirista.

Dave Gibbons também se preocupa com as semelhanças filosóficas e visuais entre a obra e o 11 de Setembro. "O 11/9 foi um evento catastrófico real, sim, e uniu temporariamente pessoas de raças e religiões distintas. O problema é que a abordagem oficial foi tão equivocada que acabou tornando as coisas muito piores. Claro, a analogia não é exatamente perfeita - na HQ são duas facções opostas e uma terceira atacante -, mas aquelas cenas de destruição foram estranhamente parecidas com as de Watchmen", acredita. Mas isso quer dizer que o plano de Ozymandias se executado no mundo real não funcionaria? "Essa é a graça da história. E quem sabe se o plano funcionou mesmo na HQ? E se funcionou, será que aquele jornal publicou a história de Rorschach? E se publicou? Alguém acreditará neles? O final é a prova de que não importa o quanto você planeje as coisas, sempre haverá eventos aleatórios inesperados que podem mudar tudo...", instiga o quadrinista.

Seja o gatilho do clímax uma tentacular ameaça interplanetária ou um deus atômico rancoroso, o desfecho da obra funciona da mesma maneira: com uma discussão inteligente sobre consequências, moralidade e poder. E não se esqueça: "O fim está próximo".

segunda-feira, 16 de março de 2009

Homem-Aranha 4, Thor, Capitão América e Vingadores têm novas datas de estreia!


O Marvel Studios e a Sony Pictures definiram novas datas de lançamentos para seus filmes de super-herói. Confira abaixo a agenda e um comentário sobre as mudanças (e clique nos links para saber mais sobre os filmes).

Homem-Aranha 4 - 6 de maio de 2011 (a Sony já prometia o filme para maio, faltava definir o dia)

Thor - 17 de junho de 2011 (a primeira mudança radical; como o filme estava originalmente previsto para sair em julho de 2010, o diretor Kenneth Branagh ganhou mais 11 meses para produzi-lo)

The First Avenger: Captain America - 22 de julho de 2011 (para não bater de frente com o Aranha da concorrente Sony, a Marvel e a Paramount decidiram adiar um pouco o filme do bandeiroso, que originalmente estrearia em 6 de maio do mesmo ano)

The Avengers - 4 de maio de 2012 (outro adiamento em um ano, já que o filme dos Vingadores estava previsto para sair em 15 de julho de 2011)

Com a estréia confirmada de Homem de Ferro 2 em 7 de maio de 2010, na prática os heróis Marvel vão dar a largada no verão dos blockbusters dos EUA por três anos seguidos - maio de 2010, 2011 e 2012. É também um cronograma mais realista do que o divulgado anteriormente, já que o longa do Homem de Ferro é o único em condições de ser filmado imediatamente. E 2011 promete.

Nicolas Cage Volta a Falar de "Motoqueiro Fantasma 2"


No fim de janeiro, a Sony/Columbia Pictures divulgou que estaria procurando roteiristas para Ghost Rider 2. Em entrevista à MTV, o ator Nicolas Cage confirmou que o estúdio pensa mesmo numa possível continuação de Motoqueiro Fantasma.

"Todos estão ocupados no momento. Sei que Mark [Steven Johnson, diretor do primeiro filme] está com outros projetos no momento. É o estúdio que vai decidir. Na minha opinião, [uma continuação] precisa ter aquele elemento de horror e ação e se aprofundar nisso, sempre nos questionando, filosoficamente falando", disse.

Cage já chegou a comentar uma possível viagem do esquentadinho Motoqueiro à Europa.

[Watchmen]: Entrevista com o Elenco


Quando o processo de escalação de elenco para os 125 personagens com nome em Watchmen - O Filme começou, o diretor Zack Snyder recorda-se que a Warner Bros. veio com a lista de astros que imaginava para os papéis principais. "É como Hollywood funciona. Eles sempre imaginam astros conhecidos para cada papel. Isso funciona, às vezes. Mas no caso de Watchmen eu tinha idéias bastante particulares sobre o tipo de ator que gostaria que interpretasse cada um desses personagens. No final consegui trazer as pessoas que acho que são perfeitas para o filme - e cada uma delas se importa com os personagens de uma maneira que me surpreende. Fizeram suas lições de casa, os entenderam".

Segundo Snyder, cada um dos integrantes do elenco levou seu trabalho a sério. "Eles racionalizaram cada herói e heroína. Estudaram os personagens e sabiam como eles reagiriam em situações da maneira mais realista possível, mesmo que isso não estivesse na história em quadrinhos". Essa abordagem foi especialmente importante no documentário ficcional que acompanha o filme, Sob a Máscara, parte do DVD dos Contos do Cargueiro Negro, já que exigiu que os atores falassem como se fossem seus personagens sem roteiro.

Ao determinar o tipo de ator que buscava, Snyder começou a convidar algumas pessoas para testes, como Patrick Wilson (Coruja) e Carla Gugino (a primeira Espectral). Outros, como Jackie Earle Haley (Rorschach), submeteram seu interesse e foram aprovados para a seleção de elenco.

DIÁRIO DE RORSCHACH - DIA 1

"O personagem que todo mundo queria ser era Rorschach. Ligavam para nós todos os dias. Atores com 1,80 metros de altura queriam ser ele... e nós pensávamos: 'será que algum desses caras tem idéia de quem é Rorschach?'", lembra a produtora Deborah Snyder, referindo-se ao aspecto físico do personagem: um sujeito feio e baixinho, mas letal. "Mas aí chegou uma fita de Jackie e Zack imediatamente disse que precisava encontrá-lo". A fita em questão foi um teste de cena que Jackie Earle Haley, feio, baixinho mas faixa preta em caratê, criou com a ajuda de alguns amigos que sabem artes marciais. Ele montou uma sequência de luta, para mostrar que ele se sairia bem com a ação. Além disso recriou uma das entrevistas com o psicólogo na prisão para provar que conseguia atuar.

"Eu resolvi fazer isso quando fiquei sabendo que havia uma certa discussão na Internet sobre eu ser perfeito para o papel", explicou Earle Haley. "Isso começou depois de Pecados Íntimos. Eu fiquei intrigado e fui atrás da graphic novel, para descobrir quem era esse tal de Rorschach. Fiquei fascinado. Depois recebi um roteiro de meu agente e preparei aquela fita para mandar aos produtores. E eles ligaram!", comemorou.

Para o ator, o interesse de seus colegas atores e do público em Rorschach tem raízes em seu senso de justiça peculiar. "Vivemos em um mundo complexo, louco, e tentamos o tempo todo torná-lo preto e branco - o que é impossível. Mas essa cara, Rorschach, faz isso. Há algo admirável em seu senso de justiça. Ele não se compromete, vê tudo em termos absolutos. Eu certamente não concordo com seu senso de moral, mas ele é um personagem fascinante. Eu o estudei profundamente... tive longas conversas com Zack sobre ele... entendi esse cara", disse. Mas não saiu ileso da experiência. "No final, sinto que ele me afetou muito mais do que eu o afetei. Me tornei mais pessimista e cínico depois de Rorschach".

O COMEDIANTE: "É TUDO UMA PIADA"

"Minha história não é tão boa quando a de Jackie", brinca Jeffrey Dean Morgan, o Comediante. "Eu estava trabalhando em alguma coisa para a Warner Bros. e me disseram que o diretor de 300, Zack Snyder, estava interessado em meu trabalho. Aí meu agente me mandou o roteiro de Watchmen e eu li. Achei ridículo! Afinal, eu não precisei passar da página três porque o Comediante morria logo no começo... liguei para o meu agente e ele me recomendou que eu continuasse a leitura, ahaha. O fiz e fui bombardeado de informações. Aí fiz um bule de café, li outra vez, e no outro dia me encontrei com Zack".

Dean Morgan, no entanto, lamenta que o Comediante não tenha um passado tão rico na graphic novel quanto o dos outros aventureiros mascarados. "Diferente dos demais personagens, infelizmente não há uma história de origem do Comediante nas páginas de Watchmen, algo que diga como ele entrou para aquele mundo. Então meio que deduzi, com base naquilo que ele se tornou, que ele era um sujeito meio perdido aos 16 anos de idade, que fez uma escolha: ou entrava para o super-heroismo ou acabaria na cadeia. Em sua essência ele não é muito diferente dos criminosos que combate, é um bruto amoral, o anti-herói perfeito".

Curiosamente, Jeffrey Dean Morgan tem uma cicatriz fina no rosto, muito perto do local em que o Comediante tem a sua. E as coincidências vão além: ambas foram obtidas através de uma garrafada. Mas enquanto o Comediante foi ferido depois de um ato de crueldade, Dean Morgan foi cortado ao tentar fazer o bem - ou ao menos o que ele acreditava ser algo bom. Ao ver uma garota apanhando do namorado, ele parou o carro e foi defendê-la. Tirou o sujeito de cima dela e tentou controlá-lo. Até que a moça que apanhava o acertou com uma garrafa quebrada e saiu abraçada com o namorado... "aprendi a não me meter com o que não me diz respeito", comenta.

DOS 25 AOS 67, A PRIMEIRA ESPECTRAL

Carla Gugino não é estreante no mundo das adaptações dos quadrinhos às telas. Ela interpretou a oficial de justiça de Marv em Sin City - Cidade do Pecado. Mas sua experiência não se limita às HQs e certamente transcende as telonas. A mais acostumada a eventos de divulgação do elenco, a atriz era também a mais eloquente do grupo.

Para ela, Watchmen é "o Cidadão Kane das graphic novels". Sua entrada no projeto deu-se a convite de Zack Snyder, que sempre a imaginou no papel de Sally Júpiter, a primeira Espectral. "Meu agente me disse que Zack queria se encontrar comigo, então rapidamente li o roteiro, a graphic novel e viajei até Vancouver. Achei fascinante a ideia de interpretar alguém que vai dos 25 anos aos 67 no mesmo filme. Não é engraçado? Vivo a mãe de Malin Ackerman e eu e ela temos apenas seis anos de diferença", comentou.

Gugino diz que amou interpretar a personagem e que ela foi um dos papéis mais desafiadores de sua carreira, em parte pela maquiagem pesada que ela usou nas cenas com Sally mais velha. "Foi difícil saber até que ponto minhas emoções transpareciam sob tantas camadas de maquiagem, mas a equipe é incrível e a fazia o mais leve possível, sem prejudicar o impacto visual. Sally é incrivel, uma mulher que usa a sua sexualidade como arma dos vinte aos sessenta. Ela domina e entretém qualquer lugar em que esteja com esse jeito, mas de uma maneira um tanto inocente". Inocência que na história lhe rende um momento de pesadelo. "O estupro, porém, é um momento de mudança para ela, quando ela percebe que há consequências para as ações de qualquer um. A cena foi muito bem pensada e brutal, inclusive estendida com uma luta entre ela e o Comediante, para provar que ela era uma super-heroína, mas que o Comediante simplesmente era um combatente superior", explicou.

Outro desafio para a atriz foi seu uniforme de heroína. "Eu acho que os super-heróis sofrem como ninguém a tirania da beleza! As roupas são lindas, mas usá-las chega a doer. Especialmente os corpetes".

ESPECTRAL: HÁBITOS PERIGOSOS

Dona de um sorriso contagiante e uma beleza clássica, Malin Ackerman, a segunda Espectral, partilha das opiniões de sua "mãe" sobre o uso dos uniformes. "Para mim foi como enrolar-me em um elástico gigante. Toda a minha roupa era de látex. E ao me abaixar a pressão em determinadas partes era absurda, então precisaram criar um artifício para aliviar em certas cenas, ahahaha. Mas o visual é lindo!", divertiu-se em lembrar.

A atriz sueca entrou no projeto depois que a diretora de elenco do filme solicitou aos seus agentes um teste em vídeo. "Mandei e fui embora para a Itália, onde eu estava com meu casamento marcado. Na véspera do casamento, porém, meu agente me avisou: Zack Snyder quer falar com você... amanhã! Eu tive que declinar, claro. Era o dia mais importante da minha vida! Então pedi uma semana a mais e, felizmente, nesse período eles não encontraram ninguém. Então pude ir lá, fazer o teste pessoalmente e fiquei com o papel. Só então que comecei a perceber a magnitude do projeto... o tamanho desse projeto e o que ele representa".

Ciente da importância da adaptação, Malin sentiu o peso do trabalho. "Eu senti muita pressão, mas não da equipe. Foi uma pressão autoimposta, pois eu sei da importância que essa graphic novel tem, quantos fãs ela tem e as expectativas sobre ela. Eu nunca havia trabalhado em um projeto como esse, baseado em algo tão querido, então senti essa pressão. Foi um enorme desafio".

Sobre Laurie: "Ela cresceu forçada a seguir os passos de sua mãe. De um lado ela tenta entender quem é como mulher e seu papel no mundo. Por outro lado, desenvolve seu outro lado, o da heroína. Ela tem uma personalidade forte e é uma das personagens que mais sofrem com uma carga emocional, especialmente por ser a única mulher desse grupo de vigilantes homens".

OZYMANDIAS, O HOMEM MAIS INTELIGENTE DO PLANETA

Como seus colegas, Matthew Goode não fazia a menor ideia do que a graphic novel era antes de receber o roteiro. "Eu me lembro claramente da minha reação ao ler o texto que meu agente mandou. Eu estava no banheiro e foi um grande "mas que cacete?!?" - era a história mais estranha que eu tinha lido em toda a minha vida! Mas fiz o teste e eles gostaram, então poucas semanas depois estava em Vancouver, trabalhando!".

O mais brincalhão do elenco, Goode explicou que seu personagem "tem uma natureza dúbia e é totalmente misterioso, apesar de ser uma figura pública conhecida. Demos a ele um sotaque meio alemão, para mostrar sua origem nobre, européia, e brinquei com isso. Quando ele está em público fala mais como um americano. Quando está entre os outros vigilantes mascarados, fala mais como um alemão, quase para se distanciar naturalmente. E sua máxima do 'quanto maior a mentira maior a chance de que mais pessoas acreditem nela' ressoa também bem hoje em dia...", compara, referindo-se ao final da história em quadrinhos e as eleições que deram a segunda presidência a George W. Bush.

Uma cena específica do filme também mostra um lado interessante de Ozymandias, uma sobre o qual Alan Moore deu uma pista nos quadrinhos através de um comentário de Rorschach e que Zack Snyder explorou no filme com sutileza: sua opção sexual. Na sequência em questão, o bilionário e ex-super-herói aparece na porta da lendária casa noturna Studio 54 cumprimentando Ziggy Stardust (a famosa persona de David Bowie) e Mick Jagger. Enquanto diversos jornalistas comentavam na saída da sessão de imprensa do filme o "quão gay" Ozymandias ficou na adaptação, Snyder parece determinado a deixar a dúvida no ar. Seria o herói homossexual ou ícone andrógino? "Eram os anos 70... a androginia estava na moda, Bowie, Andy Warhol, Twiggy... o que Zack tentou aqui foi contratar alguém que não tem o padrão mais masculino de beleza e imaginar que talvez Ozymandias tenha sido a influência principal para esse movimento. E a brincadeira com essa dualidade - será que ele é? - foi estendida também a uma pasta no computador dele que diz 'meninos'. Eu prefiro pensar nele como alguém assexuado. Por ter tanto a fazer, ser o homem mais inteligente do planeta, talvez ele deixasse esse tipo de vontade de lado", sugeriu.

CORUJA: UM HERÓI EM CRISE DE MEIA-IDADE

Quando Zack Snyder chamou Patrick Wilson para conversar sobre o papel de Dan Dreiberg, o Coruja, ele já havia lido o roteiro e a graphic novel. Ele lembra que a primeira coisa que perguntou ao diretor foi: "quanto devo engordar para viver Dan?"

"Aí tivemos uma discussão sobre como o físico dele era uma espécie de metáfora para sua condição psicológica - e ao final, quando ele está de volta à ação, nem parece tão gordo e velho. Então Zack não queria que eu ficasse muito gordo... mas mesmo assim eu engordei uns 9 quilos porque eu quis. Eu precisava sentir uma barriga para o papel", comentou o esbelto Wilson, determinado a parecer mais velho e fisicamente acabado de verdade.

Mas a barriga saliente não parece ter atrapalhado na hora de vestir o uniforme apertado do Coruja. "O uniforme é inacreditável. Mas não é apenas uma questão de vesti-lo. Parte do papel era entender esse figurino, conseguir utilizá-lo de forma realista - e mais importante, conseguir lutar com ele. Não é uma tarefa muito fácil, pois os uniformes tendem a ser um pouco desconfortáveis e rijos. O conforto é diminuído para dar mais espaço ao aspecto fetichista, algo que para o meu personagem é potencializado na cena de sexo. Dá pra entender nela como usar o uniforme não apenas afeta a sensação de poder dele, mas também sua sexualidade".

DR. MANHATTAN: DEUS EXISTE E É AMERICANO

De todos os seus colegas de elenco, Billy Crudup era um dos que tinha uma das tarefas mais dificeis do filme: interpretar um deus em formação - uma entidade que aos poucos se distancia da humanidade enquanto entra em contato com suas próprias impossíveis habilidades.

Mas como se interpreta um Deus? "Não há como pesquisar algo assim, então me concentrei exclusivamente nas necessidades da história e no que estava ali, nas páginas". No entanto, não pude deixar de observar que a impostação vocal que ele encontrou para o Dr. Manhattan me lembrou bastante outro "deus" do cinema, o HAL-9000 de 2001 - Uma Odisséia no Espaço. "É uma analogia muito boa. HAL existe em uma espécie de mundo etéreo, não há uma certeza se ele existe ou não. É o mesmo com Manhattan. Ele tem uma manifestação física mas está em vários lugares ao mesmo tempo, é imbuído de todo aquele poder, é emocionalmente desinteressado e tem seus próprios objetivos, tudo como HAL. É uma voz isolada, solitária - a voz de alguém único", filosofa Crudup sobre o personagem.

Para interpretá-lo, o ator ficou vestido o tempo todo com um macacão com luzes LED azuis, para que elas projetassem sua aura ao redor de maneira natural. Para o restante do elenco era como interpretar ao lado de uma árvore de Natal, mas quando cada pontinho luminoso foi substituído por computação gráfica pelo corpo idealizado da figura quase divina, as piadas cessaram. "Fiquei muito impressionado quando vi pela primeira vez o que o pessoal dos efeitos especiais conseguiu visualmente com o Dr. Manhattan. Foi chocante a quantidade de detalhes faciais meus que apareceram no resultado final. Pequenas manchas, o formato dos ossos... Sem falar no abdômem, que deve ter sido um desafio reproduzir de maneira tão realista, ahahaahaha", brincou. "Foi meio assustador ter a prova do que os efeitos de captura de movimentos conseguem fazer hoje. Logo, logo eles não vão precisar do sujeito intermediário, sabe? O ator!", continou.

Crudup, obviamente, também foi bombardeado pela imprensa de perguntas sobre o pênis do personagem, que aparece praticamente o filme todo. "O público no mundo inteiro ficará surpreso em ver o herói nu - acho que algumas pessoas vão até fingir que aquilo não está acontecendo. Mas a explicação para isso é excelente e óbvia na graphic novel... por que um deus deveria se preocupar com convenções sociais de humanos a quem ele não dá mais a mínima? Fora a questão do suporte, que acho válida e necessária, ele não deveria ligar mesmo". Mas o Dr. Manhattan não controla a gravidade? "Ai caramba... e lá se vai minha teoria do suporte...", completou, contemplativo e bem-humorado o ator.

***

Atores e atrizes competentes, que fogem do conceito superficial das celebridades, o elenco de Watchmen foi formado por profissionais que gostam de desaparecer em seus papéis - artistas que parecem um tanto desconfortáveis no mise en scène da divulgação de blockbusters, mas são capazes de discorrer sobre todos os aspectos do processo de interpretação de seus personagens. Algo de enorme valor em se tratando de criações tão ricas e detalhadas, que habitam o intrincado mundo de uma das maiores e mais inventivas histórias em quadrinhos já concebidas.

Obs: As entrevistas que você acabou de ler foram feitas pelo site Omelete em três momentos distintos: o set de filmagens, a Comic-Con 2008 e logo após a exibição do filme à imprensa, em Los Angeles.

domingo, 15 de março de 2009

Warner Bros retomando filme da Mulher-Maravilha


O site IESB ouviu de suas fontes que o filme da Mulher-Maravilha está retomando fôlego na Warner Bros. e na Silver Pictures.

A produtora de Joel Silver passou por mudanças recentes e Andrew Roma agora entra para cuidar do filme da princesa amazona ao lado do superprodutor. A Warner estaria procurando novos roteiristas para o longa e já ouviu algumas ideias nas últimas semanas.

Criada pelo psicólogo William Moulton Marlston, a super-heroína surgiu em All Star Comics 8, de dezembro de 1941. Guerreira amazona da ilha de Temiscira, da mitologia grega e romana, a superpoderosa Diana veio ao mundo dos homens propagar a paz. Com o tempo, a personagem tornou-se uma das maiores propriedades da DC Comics, ao lado de Superman e Batman.

Dwayne Johnson volta a falar sobre filme do Capitão Marvel


No começo de janeiro, o roteirista John August disse que o filme do Capitão Marvel não ia mais acontecer. Duas semanas depois, o produtor Michael Uslan tentou apagar o incêndio, dizendo que o filme continuava de pé.

Agora é a vez de Dwayne "The Rock" Johnson, que já havia comentado sobre seu interesse em viver o vilão Adão Negro, voltou a falar do projeto. Em conversa com a MTV News ele informou que acredita que o filme começará do zero. “Pelo que eu sei de conversas com o diretor Pete Segal, aconteceram algumas diferenças criativas entre o roteiro que existia e as ideias do estúdio. É o que acontece nesses projetos grandes, em que todo mundo quer opinar. É chato que eles não tenham chegado a um acordo", completou - dando a entender que August está mesmo fora do projeto. Apesar dos problemas, The Rock segue interessado em viver Adão Negro.

sábado, 14 de março de 2009

Scarlett Johansson Será Viúva Negra em "Homem de Ferro 2'



Foi definido o papel de Natasha Romanova em Homem de Ferro 2. Já que Emily Blunt não se acertou com a Marvel, a espiã russa Viúva Negra será interpretada por Scarlett Johansson (Vicky Cristina Barcelona, The Spirit).

A informação foi confirmada pelo agente da atriz ao E! Online. Como a Viúva Negra é peça importante também na história dos Vingadores, vamos ver bastante Scarlett Johansson nos próximos anos nos longas da Marvel.

E não é só isso: segundo o Film Junk, a atriz confirmou que será uma das gladiadoras de Amazon, produção ao qual está informalmente associada desde 2005 e que agora periga sair do papel.

Voltando a Homem de Ferro 2, Natasha deve ser apresentada no filme como a nova assistente pessoal de Tony Stark, antes de revelar sua real identidade. Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Sam Rockwell, Mickey Rourke e Paul Bettany (como a voz de Jarvis) também estão no elenco.

O filme estreia em 7 de maio de 2010.

Mickey Rourke Confirmado em "Homem de Ferro 2"



No mês passado, informamos que a participação de Mickey Rourke (O Lutador) em Homem de Ferro 2 estava em risco por questões salariais. Segundo o blog Deadline Hollywood - informação confirmada pelo Latino Review no Twitter - o negócio finalmente foi acertado.

O valor não foi divulgado, mas o blog diz que Rourke conseguiu aumentar bastante seu cachê, originalmente estimado em 250 mil dólares. Curiosidade: a Sony chegou a considerar Rourke para ser um vilão em Homem-Aranha 4, mas a Marvel fechou com o ator primeiro. A agência de Rourke é a mesma de Samuel L. Jackson - que também precisou apertar a Marvel para conseguir um aumento.

Em Iron Man 2, Rourke viverá o que o Hollywood Reporter e a Variety chamam de "russo bombado e tatuado". Como Rourke está na Rússia divulgando O Lutador, ele deve ficar por lá mais um tempo, pesquisando para o personagem.

Rourke viverá mesmo o Chicote Negro (Whiplash no original), personagem cuja presença confirmamos aqui há alguns dias. A Variety informou agora pela manhã que o vilão vai misturar elementos deste e de outro criminoso da Marvel, o Dínamo Escarlate. Espere algo como uma armadura com chicotes, portanto.

O site Omelete aferiu que a vestimenta do Chicote Negro já está em produção pelo estúdio Legacy Effects, formado depois do falecimento de Stan Winston, dono do Stan Winston Studios, que criou a armadura do Homem de Ferro no primeiro filme.

A continuação, com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Sam Rockwell e Don Cheadle, tem estreia prevista para 7 de maio de 2010.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Produtor Fala do Filme de Lanterna Verde


Steve Weintraub, editor do site Collider, de Los Angeles, esteve essa semana em Nova York, cobrindo para o site Omelete a junket de Eu Te Amo, Cara (I Love You Man). O produtor Donald De Line é o responsável pelo filme e, claro, não poderíamos deixar de perguntar a ele sobre o andamento de outro aguardado projeto seu, o filme do Lanterna Verde.

"Será uma grande aventura fantástica, na qual iremos ao espaço com o Lanterna Verde, Hal Jordan. Teremos grande senso de humor também, focado nos personagens. Não será muito sombrio". O tom, confirmamos, será mais ou menos na linha de Homem de Ferro e o personagem terá por volta de 30 anos.

De Line disse também que a pré-produção já começou e que Martin Campbell (Cassino Royale e A Máscara do Zorro) está confirmadíssimo na direção. Eles já contrataram o designer de produção e o figurinista e todos estão indo para a Austrália esta semana para procurar locações. O produtor completou a conversa sobre o herói dizendo que outros personagens do Universo DC "definitivamente" aparecerão no filme.

Na história do filme, cada setor do espaço é protegido por um Lanterna Verde, dotado de um anel que emprega uma poderosa energia verde para criar qualquer coisa que esteja dentro dos limites da imaginação e força de vontade de seu mestre. Quando o Lanterna Verde escalado para defender o nosso setor percebe que está morrendo na Terra, ele envia seu anel para encontrar um sucessor digno - e encontra o piloto de testes Hal Jordan.

O filme estreia em 17 de dezembro de 2010.

"Wolverine": Novas Imagens e Duração do Filme

Novas imagens de X-Men Origins: Wolverine foram divulgadas. Veja na galeria Ryan Reynolds como o Deadpool antes das deformações - que fora aqueles relances breves no último trailer ainda não foram totalmente reveladas.










Paralelamente, o site dos cinemas Arclight dos EUA publicou a duração do filme. Realmente não vai passar das duas horas. Na verdade, segundo a rede de salas, terá exatamente duas horas.

Com direção de Gavin Hood, o filme contará a origem do mutante canadense, sua passagem pelo programa Arma X e seu relacionamento com vilões e aliados. O filme entra em cartaz no Brasil em 30 de abril.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Novidades sobre o Filme de Dylan Dog!


Os jornalistas do Collider conversaram ontem brevemente com Brandon Routh e Sam Huntington na première em Los Angeles de Watchmen. Os atores, que já trabalharam juntos em Superman - O Retorno como Clark Kent e Jimmy Olsen, revelaram que vão dividir as telas mais uma vez, agora em Dead of Night, adaptação para o cinema das histórias em quadrinhos italianas de Dylan Dog.

Hungtington viverá Marcus, o assistente de Dylan Dog. O personagem, porém, será bastante diferente da sua versão em quadrinhos, inspirada em Grouxo Marx. "Marcus também não tem muito espaço na HQ, mas no filme ele terá uma participação grande - e muito engraçada", explicou Routh. "Acho que ficará um filme espetacular, é muito diferente e divertido", continuou Hungtinton.

Routh também informou que o Drac Studios fará os efeitos especiais. A empresa está em alta, já que venceu o Oscar em sua categoria este ano por O Curioso Caso de Benjamin Button.

As filmagens de Dead of Night já começaram e seguirão por alguns meses.

Roteirizado por Joshua Oppenheimer e Tom Donnelly (Sahara), o filme acompanha Dylan voltando de um afastamento para ajudar uma mulher cujo pai foi morto por uma misteriosa criatura. Kevin Munroe (Tartarugas Ninja) dirige.


Agora, o Blog tem parceria com o site TexBR. Se quiser deixar um comentário sobre alguma matéria ou filme, sinta-se a vontade no Fórum.

[Watchmen]: Entrevista com o Diretor Zack Snyder



Se alguém em Hollywood que poderia ter filmado a infilmável obra de Alan Moore e Dave Gibbons, esse alguém só poderia ser Zack Snyder.
Depois de mostrar competência em Madrugada dos Mortos e transformar 300 em um mega-sucesso, o cara virou um dos queridinhos de Hollywood, ao lado de Peter Jackson, Sam Raimi, Guillermo Del Toro, George Lucas e Steven Spielberg.
Tanto que ele já tem vários projetos futuros sendo encaminhados. Mesmo que você não goste de algum filme anterior dele, não há como negar o seu brilhantismo.
Fã de quadrinhos, Snyder tentou ser o mais fiel possível à obra de Moore e Gibbons, sendo que Watchmen já estra para a história dos filmes cult.

A seguir, uma entrevista cedida pelo cineasta ao editor Érico Borgo, do site Omelete:


Onde você estava quando a graphic novel saiu?

Eu estava na universidade. Quando a HQ saiu, em 1985, eu estava em Londres. Quando voltei, em 1986, para estudar cinema em Pasadena, tinha perdido as edições avulsas, em 12 partes. Mas quando saiu o encadernado em 1988 eu comprei.

O que você sentiu quando a leu pela primeira vez?

Foi um choque. Eu li esperando uma história em quadrinhos normal. Quando terminei senti que tinha passado por uma experiência inesperada que mudou para sempre minhas expectativas sobre os super-heróis e o que eles poderiam ser. Eu torço para que essa seja a experiência para quem for assistir ao filme e não tiver lido a graphic novel - esse é o público que acredito que mais usufruirá da adaptação. Eles terão a experiência que eu tive quando li a HQ, espero. "Cadê meu filminho comportado e fácil de digerir?" Aquela coisa meio virginal, uma expectativa pelo usual e a surpresa quando aquele mundo começar a ruir e os temas políticos, sociais, religiosos e morais aflorarem.

E quando o pênis do Dr. Manhattan aparecer.

Ahahaha, sim. Aquilo foi uma escolha consciente. Cada frame em que o pênis dele aparece foi uma escolha meticulosa. Mas não havia como ser de outra maneira. O personagem é inumano, ele não dá a mínima para as nossas convenções sociais, como vestir roupas. É também um conceito simples, mas poderoso: Superman pelado. É insano.

E como foi seu processo de trabalho nesse? O filme é muito diferente de 300.

Foi exatamente o mesmo. Se você olhar meus storyboards verá que os meus desenhos para Watchmen são parecidíssimos com os que fiz para 300. O que mudou foi só a pré-produção, já que para este tinhamos cenários de verdade que tiveram que ser construídos. Mas o processo, para mim, foi o mesmo em quase todos os aspectos.

O filme é quase em sua totalidade absolutamente fiel em termos narrativos e visuais à graphic novel.

Eu sou um grande fã de Watchmen. Para mim, adaptar o filme era uma questão de reproduzir todos os elementos que mexeram comigo quando a li da primeira vez. Algumas pessoas têm reclamado na Internet "quem diabos é você pra definir o que é importante ou não em Watchmen?". Não tenho resposta pra isso além de isso é tudo o que eu tenho, minha visão e experiência da obra. Mas em todos os momentos eu quis ter certeza que certos elementos-chave da graphic novel fossem fielmente retratados no filme. Watchmen é algo especial é merece ser tratado com cuidado.

Essa fidelidade causou uma série de brigas com o estúdio, não?

Eu não gosto de chamar o que tivemos de brigas. Foi apenas um processo de entendimento deles do material e do filme. No início eles não entendiam nada. Entendiam, sim, o roteiro que tinham, mas nada além disso. Não compreendiam os temas e a importância da obra original.

Inicialmente o texto era uma versão modernizada e atual da história, um filme feito para censura 13 anos em que o herói, o Coruja, mata o bandido no final. Era um filme típico de Hollywood, com potencial para franquia. Nada contra eles, afinal, esse é o negócio dos caras, criar franquias, fazer dinheiro... É o trabalho deles. Eu provavelmente sou um cara difícil pra trabalhar quando se trata desse tipo de expectativa. Imagine minhas primeiras reuniões, pedindo censura 18 anos, 5 horas de duração, gente trepando e um puta filme complicado. Mas não foram brigas - foram diálogos. Eu cedi em alguns pontos, mas eles me deram muitos outros e no final entenderam que esse livro é sobre ideias. Mais do que isso, é um livro que vai contra o princípio das franquias.

Desde o começo achei irônico que Hollywood estava pensando em fazer um filme de Watchmen sendo que Watchmen caçoa de Hollywood, seu princípio é justamente destruir certos conceitos, especialmente o dos super-heróis como franquia. Me surpreende que eles tenham entendido isso no final e aceitado meus termos. Me deram menos dinheiro, mas aceitaram, mesmo sabendo que perderiam a chance de fazer brinquedinhos de McLanche Feliz dessa forma - algo que eles queriam. Se o filme tivesse censura 13 anos eles certamente o fariam, o que eu acho bizarro... afinal, mesmo que eu não mostrasse certas cenas e conseguisse baixar a censura, as ideias ainda permaneceriam. Não é como o Batman, em que ele surra e aleija alguns vilões, mas eles são "maus" - ninguém pensa que o cara que cometeu o crime podia estar desesperado, ter filhos em casa, ter acabado de conhecer o Coringa, etc. Em Watchmen não há ação sem consequência.

Enfim, acho que a Warner entendeu que o mercado está saturado de filmes de super-heróis e que talvez fosse mesmo a hora de dar uma sacudida no gênero.

Você mencionou que cedeu em alguns pontos. Quais?

A minha versão final, sem os Contos do Cargueiro Negro - que saiu separamente em DVD -, é de 3 horas e 10 minutos. Será mais sexy, mais violenta e mais louca que o filme que vai para os cinemas. Tive que tirar, por exemplo, a morte de Holis Mason para fazer caber. É um filme que está passando em IMAX e sou um sujeito racional, afinal. Eles têm um limite de duração e fiz com que o filme encaixasse dentro dessa limitação. Sem o IMAX eu limitaria o acesso às salas de exibição e sempre foi minha intenção que o filme chegasse ao maior número de pessoas possível, o público consumidor de cultura pop e filmes de super-heróis. Um filme de 3 horas tornaria isso muito mais difícil, então fizemos uma versão para cinema com 2h30.

Quando nós veremos essa versão do diretor?

Espero colocá-la nos cinemas em circuito restrito em julho e ela também será lançada em DVD e blu-ray.

Aquela HQ animada que está sendo lançada de Watchmen tem 6 horas e meia de duração. Isso significa que o filme poderia ter ficado duas vezes mais longo?

Se nós tivéssemos filmado cada quadrinho da HQ, provavelmente sim. Seis horas, seis horas e meia. E isso sem contar pausas dramáticas de atores.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Megan Fox em Duas Adaptações de Quadrinhos!


A beldade de Transformers, Megan Fox, deve mesmo assumir o papel principal da adaptação para os quadrinhos de Fathom, história do falecido desenhista Michael Turner. A hipótese havia sido cogitada pela moça pela primeira vez, como fã, ao site Omelete em 2007. Em setembro passado, tornou-se um pouco mais próxima quando o projeto passou para a Fox Atomic.

Agora, segundo o Hollywood Reporter, a atriz está ajudando na adaptação e trabalhando ao lado do roteirista Jordan Mechner, conhecido pelo game Prince of Persia. Na história, Aspen é uma jovem encontrada no navio Paradise, que aporta misteriosamente em San Diego dez anos depois de desaparecer por completo. Ela então é adotada por um oficial naval, Capitão Matthews, e cresce ótima nadadora e se especializa em biologia marinha. Mas o passado de Aspen é um mistério, e também a chave para o equilíbrio de dois mundos, o da superfície e o submarino. O longa ainda não tem diretor ou cronograma.

Mas essa não é a única adaptação de HQs que pode contar com Fox. Ela está em negociações finais para um papel em Jonah Hex ao lado de Josh Brolin e John Malkovich. A atriz viverá Leila, uma bela pistoleira e interesse romântico de Hex (Brolin), um desfigurado caçador de recompensas em busca de um mestre do vodu (Malkovich) que pretende criar um exército de zumbis para reverter a guerra civil.

Jimmy Hayward (Horton e o Mundo dos Quem) dirige para a Warner Bros e o filme chega aos cinemas em 6 de agosto de 2010.


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[Bilheteria USA]: Watchmen - O Filme


Watchmen - O Filme, a aguardada adaptação para as telas da graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, estreou sexta-feira mundialmente. Nos Estados Unidos, o filme abriu com sucesso - sessões e exibições à meia-noite totalmente lotadas na sexta-feira. Foram 25 milhões de dólares só no primeiro dia. No sábado e domingo, porém, a empolgação foi refreada e as estimativas de analistas, que previam algo próximo a 70 milhões de dólares para o filme, não se cumpriram. Watchmen encerrou seu primeiro fim de semana com 55 milhões de dólares, valor 15 milhões inferior ao que 300, filme anterior do diretor Zack Snyder, obteve em 2007. O resultado pode ser problemático, já que se espera que Watchmen - pela complexidade e críticas e boca-a-boca inconclusivos - tenha uma queda acentuada em sua segunda semana.

Confira abaixo o ranking (valores em milhões de dólares):

>> Pos. Filme --------------------------------- Total
1 Watchmen - O Filme ..........................$55,65
2 Tyler Perry's Madea Goes to Jail .............$8,80
3 Busca Implacável .............................$7,45
4 Quem Quer Ser Um Milionário? .................$6,92
5 Paul Blart: Mall Cop .........................$4,20
6 Ele não Está Tão a Fim de Você ...............$4,02
7 Coraline .....................................$3,31
8 Os delírios de consumo de Becky Bloom ........$3,12
9 Jonas Brothers: The 3D Concert Experience ....$2,78
10 Fired Up ....................................$2,60

terça-feira, 10 de março de 2009

{Review} Watchmen - O Filme


A melhor HQ de super-heróis de todos os tempos. Por mais de 20 anos, Watchmen ostenta esse título, com pouquíssima gente dizendo o contrário. E, praticamente pelo mesmo período de tempo, uma adaptação para as telonas é prometida.

Neste dia 6 de março, finalmente, o filme Watchmen chegará aos cinemas, depois de inúmeros percalços, incluindo trocas de estúdio, várias versões do roteiro, processos e a costumaz e cada vez mais cansativa crítica de Alan Moore, roteirista da obra original.

E não foi só isso. Os próprios leitores sempre ficaram ressabiados com tal adaptação. Muitos disseram que era impossível de se fazer. Outros levantavam a bandeira de uma adaptação para a TV, na forma de uma minissérie, levando em conta o tamanho da obra impressa. Mesmo agora, com o filme pronto, ainda há muitos com medo do resultado final.

A desconfiança é algo mais do que natural neste caso. Watchmen, ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas (não o filme, mas sim a HQ de Frank Miller), foi um divisor de águas nos anos 80. Com o lançamento dessas duas minisséries, foi marcado o fim de uma era dos quadrinhos. Depois disso, os super-heróis mudaram radicalmente, tornando-se mais violentos, crus, menos fantasiosos em alguns casos e, em muitas ocasiões, menos criativos, menos divertidos.

Alan Moore (roteiro) e Dave Gibbons (arte) criaram um mundo completamente diferente de tudo que existia nos quadrinhos americanos até então. Embora inicialmente a idéia fosse usar os personagens da editora Charlton, que na época haviam sido adquiridos há pouco tempo pela DC Comics, o produto final se tornou bem diferente. Os heróis da Charlton estavam reservados a outro projeto, uma revista semanal, que infelizmente acabou nunca sendo lançada. Com isso, Besouro Azul, Capitão Átomo, Questão e outros perderam sua chance de serem um marco dos quadrinhos.

Em substituição, Moore criou um mundo novo, habitado por heróis mais realistas, mesmo que baseados nos aspectos mais marcantes dos personagens da Charlton. No mundo de Watchmen, depois de décadas de existência, os vigilantes uniformizados estão quase todos aposentados, principalmente depois que uma lei proibiu sua ação. Apenas um deles tem superpoderes, e bastou a existência deste único superser para mudar os rumos da História da humanidade. Graças a intervenção desse ser quase todo-poderoso, os EUA ganharam a Guerra do Vietnã, a ameaça nuclear se tornou mais iminente do que nunca e Richard Nixon ainda é o Presidente dos EUA em 1985.

Um mundo tão único, tão real ao mesmo tempo que diferente, é sem dúvida um desafio para qualquer diretor. A escolha de Zack Snyder foi um tiro certeiro no alvo exatamente por isso. Snyder, fã confesso de quadrinhos, já tem uma experiência muito bem sucedida com outra adaptação, 300, de Frank Miller. Com essa obra, Snyder se tornou um nome com muita força em Hollywood, ainda mais se levarmos em conta que conseguiu alta bilheteria com um filme extremamente violento, que tem ainda sexo e nudez, elementos que garantiram uma classificação etária alta.

Em Watchmen, do mesmo modo que fez em 300, Snyder conseguiu criar um visual único, impressionantemente fiel às HQs, com diversos cenários literalmente transplantados de uma mídia para outra. Mesmo que não houvesse personagens em sua Nova York de 1985, perceberíamos facilmente que aquele é o mundo de Watchmen, devido ao tamanho cuidado com o mais mínimo detalhe no filme. Até mesmo a trilha sonora é muito bem cuidada, passando todo o clima de cada década apresentada.

Dificilmente alguém que acompanhe o HQM não conhece a trama por trás de Watchmen, mas nem por isso devemos passar por cima de um resumo. Tudo tem início com o assassinato do Comediante (Jeffrey Dean Morgan, do seriado Supernatural), vigilante da velha guarda, um dos poucos ainda na ativa, trabalhando para o governo americano. Sua misteriosa morte logo chama a atenção de Rorschach (Jackie Earle Haley), outro vigilante, o único a operar como um renegado fora-da-lei depois do decreto que proibiu a atuação dos heróis que não trabalham para o governo. A teoria de Rorschach é que alguém iniciou uma operação para eliminar os vigilantes uniformizados. Sua investigação logo o leva a antigos companheiros, pessoas que vivem vidas amargas, e que, na visão de Rorschach, podem ser tanto o culpado quanto potenciais alvos futuros.

O segundo Coruja (Patrick Wilson) está aposentado, fora de forma, e descontente com sua vida acomodada. Sua única distração são suas visitas ao Coruja original (Stephen McHattie, também presente em 300), já um senhor de idade. Ozymandias (Matthew Goode) parece ser o único ex-vigilante bem sucedido. Sendo o homem mais inteligente da Terra, aposentou-se dois anos antes da lei que proibiu os heróis, revelando sua identidade ao público e usando sua inteligência e boa imagem para construir um império dos negócios, o qual usa para ajudar o mundo de uma maneira mais eficiente do que trajando uma fantasia nas ruas.

Laurie Jupiter, a segunda Espectral (o fenômeno da beleza Malin Akerman), vive descontente ao lado de seu namorado, o Dr. Manhattan (Billy Crudup, de Missão: Impossível III), sempre brigando com sua mãe, Sally, a Espectral original (Carla Gugino, de Sin City: A Cidade do Pecado). Manhattan, por sua vez, sendo o único ser vivo com poderes que o tornam quase um deus, aos poucos foi perdendo o interesse pelas pessoas, tornando-se distante, ainda que o governo o considere seu trunfo na iminente guerra nuclear com a União Soviética.

Neste palco cheio de incertezas, de pessoas que precisam encarar uma vida cheia de insatisfações e sonhos não realizados, com um mundo vivendo a paranóia de um conflito nuclear considerado inevitável, Snyder conseguiu conduzir uma incrível adaptação, sendo bastante fiel, a despeito do que muitos pensavam.

Alguns uniformes, como os do Coruja e Ozymandias, sofreram modificações, que de modo algum interferiram com suas personalidades ou com a trama em geral. A narrativa seguiu praticamente o mesmo ritmo dos quadrinhos, com um pequeno acréscimo de ação em cenas de luta já existentes na obra original, que mesmo assim podem, infelizmente, não ser o bastante para agradar o grande público que desconhece Watchmen.

Como dito antes, a enormidade (não só pelo número de páginas, mas também pela quantidade de detalhes) da HQ sempre foi um grande obstáculo para que sua adaptação fosse realizada. A versão para os cinemas ficou com duração em torno de 2 horas e 40 minutos, mas nenhum elemento importante ficou de fora, pelo contrário, a estrutura do filme foi pensada para apresentar o máximo de detalhes possíveis, usando e abusando de flashbacks (tal como a HQ) e com direito a uma apresentação que mostra um resumo da história do vigilantismo na América de Watchmen, que chega a mostrar em imagens elementos que nos quadrinhos foram apenas citados.

Claro, mesmo assim, algumas coisas acabaram ficando de fora, ainda que nada indispensável. Mas isso não é motivo de preocupação, já que Snyder prometeu que uma versão estendida com muitas novas cenas será lançada em DVD e Blu-ray futuramente.

No final deste mês, será lançado nos EUA, diretamente em DVD e Blu-ray, um “anexo” muito esperado. O lançamento englobará duas facetas que são marcas registradas de Watchmen. A primeira, que ganhou mais destaque na mídia, é a animação Contos do Cargueiro Negro, que adapta a “HQ dentro da HQ” de Watchmen, que surge na obra original na forma de uma HQ que um personagem menor lê durante a trama, apresentando uma história soturna de piratas. A outra atração do lançamento é Sob o Capuz. Nos quadrinhos, este é o nome de um livro escrito pelo Coruja original, que nos apresenta muitos detalhes da trajetória dos primeiros vigilantes. Neste lançamento, Sob o Capuz será apresentado como um documentário baseado no livro. Para aqueles que têm mais paciência (o que é bastante recomendável para não perder dinheiro com várias versões), também está prometido o lançamento de uma versão do filme com as cenas adicionais, bem como Contos do Cargueiro Negro e Sob o Capuz, porém, essa versão mais completa demorará bem mais para ser lançada.

Deixando os detalhes de lado, voltemos a falar do elenco. Composto em sua maioria por rostos pouco conhecidos mundialmente, não decepcionou em nenhuma das escolhas. Alguns se sobressaem por sua semelhança física com os personagens, outros por suas interpretações, mas os dois personagens que se destacam são Rorschach e Coruja, que juntam as duas características para se tornarem os heróis com quem o público facilmente simpatizará.

Rorschach, diga-se de passagem, desde as HQs é um fenômeno, afinal é quase um louco psicopata, ultra-violento, que mesmo assim conquista a empatia do leitor/espectador. A violência, aliás, já com presença forte na obra original, é bastante ampliada em sua versão cinematográfica, que contém também cenas de sexo bem mais explícitas do que comumente se espera de um filme de super-heróis.

Fãs com certeza ficarão maravilhados com o filme, até que, no clímax da trama, lembrarão o que foi alardeado há vários meses. Tal clímax é um tanto diferente do apresentado nos quadrinhos, o que, tão logo foi revelado, gerou manifestações negativas muito enérgicas. A verdade é que a mudança se prova interessante nas telas. Sem entrar em detalhes para não estragar a surpresa, digamos que por um lado tal mudança é incrivelmente lógica e eficaz, enquanto por outro com certeza fará com que fãs a debatam por meses.

Curiosamente, do mesmo modo que revolucionou os quadrinhos ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas, como dito antes, Watchmen chega agora aos cinemas para mostrar, ao lado de outro Cavaleiro das Trevas (ainda que o filme só tenha o nome igual à HQ, ao menos no Brasil), que super-heróis não necessariamente são sinônimo de fantasia, ingenuidade e integridade, e que funcionam muito bem, quando pessoas realmente talentosas estão envolvidas, para contar uma história mais crua, violenta e que não precisa sempre apelar para cenas de ação gigantescas.


Elenco: Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Matt Frewer, Carla Gugino, Stephen McHattie.
Roteiro: Alex Tse.
Direção: Zack Snyder.





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